Bom Ano
Estamos no fim de mais um ano, princípio de outro. Um ano passado sobre o nascimento de muitos sonhos, de muitos desejos, de votos trocados de mais saúde, mais amor, mais prosperidade, uns concretizaram-se, provavelmente a maioria desvaneceu-se, não passaram de sonhos. Só que os sonhos renovam-se constantemente, não morrem. Como disse Ralph Albernathy: “Pode matar-se o sonhador, mas não o sonho”. Por isso cá estamos todos, de novo, no dealbar de um outro ano, repetindo sonhos que se não concretizaram, sonhando outras coisas, num sinal inequívoco de que apesar de todas as dificuldades, de tanta maldade por parte de muitos homens, de tanta injustiça, ainda arranjamos sempre um espaçozinho para a esperança. ´É importante que o homem sonhe porque “pobre não é o homem cujos sonhos se não realizaram, nas aquele que nunca sonha”.
Dos meus sonhos, que ainda são muitos apesar da idade, realço alguns que têm mais a ver com o benefício colectivo do que com o individual, porque não sou egoísta. Então que sonhos para 2008? Primeiro a melhoria da estrada nacional n.º 222, nomeadamente no capítulo da segurança. Não me cansarei de alertar para esse grave problema e, desejando embora que nunca nenhum acidente grave aconteça, se tal se verificar e, desde que não seja eu o acidentado que me impossibilite de o fazer, darei conta, através dos meios julgados convenientes, da responsabilidade irresponsável dos que superintendem nas estradas e nos deixam para aqui abandonados, desprotegidos, como se nós não contássemos nos votos, nos impostos. Creio que já aqui disse isto uma vez: um dia ainda nos vão obrigar a pedir que privatizem a referida estrada, mesmo que tenham que pôr portagem. Pelo menos, circularíamos mais rápidos, com maior segurança, poupávamos os automóveis. Bom, e já que falo nesse sonho de estrada segura, lamento, mas renovando o sonho que algum dia alguém com responsabilidades há-de estar atento e não esperar que os utentes peçam para colocar sal, calcário ou areia nesse gelo que cobre perigosíssimos troços de algumas das nossas estradas municipais, como por exemplo a que vai de Nespereira para Cinfães por Vilar de Peso. Quem lá passa vai de “credo na boca” e há passageiros que até já têm pedido para irem a pé. De facto tenho alguma dificuldade em compreender que espécie de protecção civil tem muitos dos nossos concelhos. Ainda há quem se choque quando afirmo que a única protecção civil que se conhece em muitas autarquias são os bombeiros “ pau para toda a colher”. Nem por isso têm sempre o respeito e o apoio que lhes é devido, nomeadamente por parte daqueles e daquelas instituições que eles substituem voluntária e generosamente, mas sem obrigações, porque desempenham funções que não lhes competem. Claro que também há muita gente nos bombeiros com responsabilidades na matéria, porque passam por lá para se promoverem, para arranjarem currículo, por vaidade ou por interesses meramente pessoais ou políticos. Ah, e por falar em políticos, deixe-me confessar-lhe um outro sonho: não tenho elementos concretos, mas, exceptuando alguns casos bem conhecidos e certamente outros menos conhecidos ou mesmo desconhecidos, parece-me que as mulheres na política são mais sérias do que os homens. Não obstante elas serem bem menos, creio que a proporção de mulheres acusadas de corrupção, abuso de poder, peculato, etc. é bem menor do que a dos homens. Sendo assim, o meu sonho é saias para cima, calças para baixo.
Fique bem e não deixe de sonhar, nunca, nem que seja com alguém sem saias nem calças.
Dos meus sonhos, que ainda são muitos apesar da idade, realço alguns que têm mais a ver com o benefício colectivo do que com o individual, porque não sou egoísta. Então que sonhos para 2008? Primeiro a melhoria da estrada nacional n.º 222, nomeadamente no capítulo da segurança. Não me cansarei de alertar para esse grave problema e, desejando embora que nunca nenhum acidente grave aconteça, se tal se verificar e, desde que não seja eu o acidentado que me impossibilite de o fazer, darei conta, através dos meios julgados convenientes, da responsabilidade irresponsável dos que superintendem nas estradas e nos deixam para aqui abandonados, desprotegidos, como se nós não contássemos nos votos, nos impostos. Creio que já aqui disse isto uma vez: um dia ainda nos vão obrigar a pedir que privatizem a referida estrada, mesmo que tenham que pôr portagem. Pelo menos, circularíamos mais rápidos, com maior segurança, poupávamos os automóveis. Bom, e já que falo nesse sonho de estrada segura, lamento, mas renovando o sonho que algum dia alguém com responsabilidades há-de estar atento e não esperar que os utentes peçam para colocar sal, calcário ou areia nesse gelo que cobre perigosíssimos troços de algumas das nossas estradas municipais, como por exemplo a que vai de Nespereira para Cinfães por Vilar de Peso. Quem lá passa vai de “credo na boca” e há passageiros que até já têm pedido para irem a pé. De facto tenho alguma dificuldade em compreender que espécie de protecção civil tem muitos dos nossos concelhos. Ainda há quem se choque quando afirmo que a única protecção civil que se conhece em muitas autarquias são os bombeiros “ pau para toda a colher”. Nem por isso têm sempre o respeito e o apoio que lhes é devido, nomeadamente por parte daqueles e daquelas instituições que eles substituem voluntária e generosamente, mas sem obrigações, porque desempenham funções que não lhes competem. Claro que também há muita gente nos bombeiros com responsabilidades na matéria, porque passam por lá para se promoverem, para arranjarem currículo, por vaidade ou por interesses meramente pessoais ou políticos. Ah, e por falar em políticos, deixe-me confessar-lhe um outro sonho: não tenho elementos concretos, mas, exceptuando alguns casos bem conhecidos e certamente outros menos conhecidos ou mesmo desconhecidos, parece-me que as mulheres na política são mais sérias do que os homens. Não obstante elas serem bem menos, creio que a proporção de mulheres acusadas de corrupção, abuso de poder, peculato, etc. é bem menor do que a dos homens. Sendo assim, o meu sonho é saias para cima, calças para baixo.
Fique bem e não deixe de sonhar, nunca, nem que seja com alguém sem saias nem calças.