Tuesday, December 30, 2008

Pontos de Vista…30

     

Não sou de todo um “expert”
em informática. A necessidade agregada a alguma curiosidade que, na minha idade, ainda é legítimo que exista, obrigaram-me a manipular um computador. Fui mexendo, fazendo asneiras, questionando os meus filhos e outras pessoas e assim aprendendo alguma coisa. Quando me aposentei, a maioria dos professores e escolas não estavam identificados com tão precioso, e hoje considerado indispensável, equipamento. Eu fazia parte dessa maioria. Da maioria, curiosamente. Digo curiosamente, porque a minha forma de estar, de pensar, de abordar diversos temas, sempre esteve mais virada para as minorias. Sempre tive mais propensão para me colocar ao lado e defender minorias do que me colocar comodamente ao lado das ideias consideradas politicamente correctas e daqueles que as defendem. Na mesma linha, sempre me aprazou mais defender os fracos do que os fortes. No fundo, creio que isso é característico de muitas pessoas da minha geração. Há, no entanto, uma dúvida – sou um indivíduo com dúvidas permanentes – que não consegui ainda dissipar: não sei se as consideradas maiorias, nos diversos aspectos em que as consideremos, serão autênticas, isto é, se serão, de facto, o resultado verídico da consciência, do pensamento de determinado número de pessoas ou se apenas fruto do interesse, do oportunismo dessas mesmas pessoas. Faço esta afirmação, porque há uma dúvida que eu não tenho: as maiorias, todas as maiorias, nomeadamente as políticas, engordam muito à custa dos interesses pessoais e momentâneos de um grande número de pessoas, do que de acordo com convicções. Muitos pensam assim: “para quê defender convicções, defender pontos de vista, se isso não me traz quaisquer vantagens, antes pelo contrário? Naquilo em que devo alinhar é no pensamento dos que têm poder, daqueles que me podem proporcionar um “tacho”, me podem fazer uns favores mesmo que contrariando as leis e a ética, ainda que tenha que trair a minha consciência, as minhas ideias”. Estou certíssimo que é assim que muitos pensam e reagem de acordo.

Bom, eu comecei por falar do uso de computadores e perdi-me por aqui nuns “atalhos”. Voltando então à “vaca fria”, apesar da minha já confessada inabilidade nessa área, uso o computador diariamente: escrevo, utilizo o correio electrónico, comunico, já utilizei o power point em formação que ministrei e, através de um sítio que um amigo me indicou, leio vária imprensa de diversos países de todo o mundo, desde que a língua mo permita e faço uma espécie de zapping pela internet. Nessas incursões vou encontrando textos, comunicações, comentários, diálogos entre gente mais ou menos conhecida e desconhecida. Encontro algumas coisas interessantes, mas também muitas outras que, não me surpreendendo, as acho ridículas. Nesses encontros ocasionais, dou com os olhos frequentemente em absurdos auto-elogios, em elogios que não correspondem, de certeza, nem ao merecimento daqueles a quem são dirigidos, nem ao verdadeiro pensamento de quem os escreve. Às vezes, até são exibidas listas graduadas de merecimentos de vária ordem. Merecimento em que só os próprios intervenientes, por narcisismo, poderão, a meu ver, acreditar. Se fosse a acreditar em que tudo o que me é proporcionado ler correspondia inteiramente àquilo que os seus autores pensavam, teríamos uma cambada de gente ingénua, que via bondade em tudo o que fazia e em tudo os que os da sua igualha faziam também. Obviamente que não me considero ingénuo, nem alinho em utopias, não obstante me considerar um grande sonhador, no que toca a realização de projectos, e por isso no que eu acredito é numa gigantesca dose de hipocrisia, de falta de capacidade de enfrentar a realidade, de dizer não, porque é mais simpático, e algumas vezes mais rentável, dizer sim. São muitos os que veneram a hipocrisia; são poucos os que valorizam a franqueza. A internet é realmente uma enorme janela aberta para o mundo. Mostra-nos tudo o que nunca imaginaríamos ver. De certeza que, fosse eu mais sábio em tal matéria, me mostraria ainda muito mais, recolhendo mais proventos espirituais, mas nem tão pouco conheço minimamente a linguagem informática. Se a sua simples utilização poderia ser um acidente; falar dela seria, inevitavelmente, uma tragédia. De qualquer forma é já muito o que tenho aprendido com ela, nomeadamente no que concerne ao melhor e mais profundo conhecimento da espécie humana. Sempre que leio a pena – se é que ainda faz sentido utilizar o vocábulo “pena” -  ou oiço a voz de alguém, não deixo de fazer um determinado juízo que pode ser alicerçado, confirmado ou desmentido consoante o conhecimento que tenha ou venha a ter de quem produz as afirmações. Com a nossa voz ou a palavra escrita, através da internet ou de órgãos de comunicação social, damo-nos a conhecer a um público mais ou menos vasto, revelando muito do nosso carácter, da nossa personalidade. Não direi das ideias, porque essas, com maior ou menor habilidade, são muitas vezes falseadas, de acordo com interesses pessoais e pontuais, como já afirmei. É uma exibição que a maioria das pessoas admite e aceita: umas porque se mostram tal qual são e isso não lhes causa qualquer embaraço; outras, porque procuram, dessa forma, mostrar falsas virtudes, esconder veros defeitos, fazer auto-promoção. Sendo assim, e na linha do que disse há dias, desejo que 2009 nos traga menos hipocrisia, mais gente que seja capaz de dizer, oportunamente e cara-a-cara, ao amigo ou desconhecido, sim, quando deve ser sim e não quando deve ser não.

……………………………………………………………….

Um outro desejo que eu gostava de ver satisfeito era que uma grande parte das Câmaras Municipais deste país se desse conta da sua verdadeira responsabilidade nas questões de protecção civil. É lamentável que apenas oitenta delas tenham aderido à criação de Equipas de Intervenção Permanente (EIP) nos corpos de bombeiros voluntários e corporativos e constituídas por cinco profissionais. Temos de considerar que cinco elementos para 24 horas, sete dias por semana, porque as doenças súbitas, os acidentes, os incêndios não têm dia nem hora, são muito pouco, mas nem esses quererem pagar a 50% é chocante. Bem sei que algumas câmaras dão subsídios substanciais às associações de bombeiros dos seus municípios, que, no entanto, são uma gota de água para as despesas que elas têm de suportar. Se os edis ainda não aderentes analisarem quanto custaria um corpo de bombeiros municipais, verificarão que se acrescentarem aos subsídios que normalmente concedem, o custo anual de uma ou duas Equipas de Intervenção Permanente, esta despesa seria muitíssimo menor do que aquela. De qualquer forma, quando falamos destas coisas, estamos a falar de pessoas, das suas vidas e de património que, tantas vezes se perde para todo o sempre. Daí que um outro desejo para 2009 é de que o espírito de alguns dos nossos responsáveis autárquicos seja iluminado de forma a terem a sensibilidade que se espera para as questões de protecção e socorro que são tanto da sua responsabilidade como a água, o saneamento, a rede viária e tantas outras coisas. Com mais ou menos apoios, com ou sem Equipas de Intervenção Permanente, os portugueses, seja de que município for, vão continuar a ter, nos seus bombeiros, a mesma disponibilidade, a mesma abnegação, a resposta oportuna às suas solicitações, mesmo em áreas cuja responsabilidade a outros pertence. Pela parte que a eles diz respeito, não obstante as dificuldades, não será, estou certo, que o 2009 deixará de ser um ano bom.

………………………………………………………………

Cavaco Silva, de semblante carregado, como se impunha, pelo teor da comunicação, falou ao país. Sendo ele normalmente sóbrio, desta feita, segundo o meu ponto de vista, excedeu-se. Já deu para perceber que eu sou dos que acredito que a verdade, o correcto, está muitas vezes do lado das minorias. De qualquer forma, numa democracia em que todos os actos se considerem legítimos, não feridos de ilegalidade, o que deve prevalecer é a vontade da maioria. A Assembleia da República, no caso do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, fez aquilo que entendeu. O Presidente da República, também. Só que agora, por mais razão que julgue ter, não pode esperar que todos se subjuguem à sua vontade, ao seu pensamento e fazer afirmações como a de que “A qualidade da Democracia sofreu um sério revés”. Sério revés para a democracia seria um Presidente impor, sozinho, a sua vontade. Estaríamos senão em ditadura, à sua porta. É bom lembrar, nesta altura, a “cambalhota” de alguns partidos que haviam votado o mesmo estatuto por unanimidade e agora procuram lavar as mãos, como Pilatos. Nem sequer nos surpreende, mas registamos o facto. Não é pela promulgação deste diploma que a nossa democracia correrá perigo. Há outros fenómenos, a que é preciso dar especial atenção, que, esses sim, a podem fazer perigar. Ah! A lealdade, seja entre pessoas ou instituições, não pode ser exigível apenas a uma das partes.

Posted by Salazar at 11:29:24 | Permalink | No Comments »

Sunday, December 21, 2008

Pontos de Vista…29

     

Para ocupar o espaço dos pontos de vista de hoje, bastar-me-ia utilizar um determinado número de lugares-comuns, habituais nesta época. Vou procurar resistir à tentação de enveredar pelo caminho mais fácil, o das palavras, porventura bonitas, mas ocas, pronunciadas ou escritas sem sentimento, outras vezes hipócritas ou contrárias ao desejo ou pensamento. Os desejos que normalmente se formulam no Natal, formulo-os eu quotidianamente a todos, com especial relevo para aqueles a quem me unem laços de amizade, em que se incluem ou não os de sangue, já que nem sempre estes são tão estreitos como aqueles.

Quase todos dizem que Natal é sinónimo de alegria, de solidariedade, de paz, harmonia, é altura de voltar a ser criança ou, pelo menos, de ver no rosto de cada pessoa, um sorriso de criança. Mesmo que assim fosse, era muito pouco que isso se verificasse apenas numa pequenina parte do ano. Bom, mas admitamos que, nesta época, as pessoas fazem um esforço autêntico, sincero, de serem boazinhas. Não seria mau de todo. Só que, o que observamos, o que lemos, o que ouvimos, nos revela o contrário disto, em larga escala. Pessoas que formulam os melhores desejos de tudo o que é bom, simultaneamente traem, caluniam, agridem, violentam, mentem, roubam. Isto acontece, não apenas entre pessoas que não têm quaisquer afinidades, mas entre elementos da mesma família de sangue, partidária, profissional, de classe, de clube, de qualquer organização. Confesso-lhe que, por normalmente assim ser, a época natalícia, pelo exagero de hipocrisia, de demagogia, mais me choca, mais me indigna do que me faz feliz.

Fazendo votos, então, daquilo que normalmente as pessoas desejam pelo Natal, para todos os dias do ano, vou procurar expressar aqui e agora, os meus desejos de outra forma. Vou fazê-lo, tendo como alicerce um de muitos diálogos que tenho ouvido. A uma mesa do café, ao lado daquela em que me encontrava, dois indivíduos, desconhecidos para mim, conversavam. Falavam tão naturalmente, tão descontraidamente, com um ar tão superior, parecendo querer demonstrar a quem os ouvia que, ao pé deles, todos seriam uns atrasados, que não sabiam governar a vida como ela deve ser governada. Conseguia ler-se isso nas suas expressões. E falavam tão alto que, mesmo sem o pretender, ouvia tudo o que diziam. O teor do que ouvi foi mais ou menos o seguinte:

- Os portugueses são muito “burros” e muito “anjinhos”. Eu cá por mim não me deixo “comer” com facilidade. As companhias de seguros, por exemplo, “levo-as” com uma “pinta do caraças” – não foi exactamente caraças que ele disse, mas vamos em frente – disse um dos circunstantes.

- Então, que aconteceu?  - Questionou o outro.

-  Aqui há algum tempo, tinha o meu carro bem estacionado à porta de casa quando um indivíduo, em velocidade exagerada, lhe manda uma grande “panada”, na traseira. Felizmente não se feriu. Começamos a conversar para resolver o assunto e ele informa-me de imediato que nem tem carta de condução nem seguro. Quando lhe disse que ia chamar a polícia,  pediu-me que o não fizesse, que resolveríamos o assunto amigavelmente.

- Como resolveram, então?

- Olha, para eu estar calado, deu-me quinhentos euros pelo meu prejuízo. Como tenho seguro contra todos os riscos dei-me como culpado e a minha seguradora pagou. O dono da oficina onde o meu carro foi arranjado levou 300 euros pelo conserto, mas com o perito ficou assente em 400. Portanto, a companhia de seguros pagou quatrocentos, o dono da oficina ficou com 50 euros, para além do conserto e ainda me deu outros cinquenta.

- Quer dizer que ficaste com o carro consertado e com quinhentos e cinquenta euros no bolso!

- Sem tirar nem pôr.

- Grande espertalhão, isso é que é ter olho vivo! (Grande vigarista, disse eu cá para comigo).

- Ainda está para nascer quem me engane.

- Gostava de ter a tua habilidade para me governar, mas eu sou um palerma, pago tudo o que tiver que pagar, não consigo fugir a nada. Gostava de ser como tu.

- Como é que julgas que eu tenho uma boa casa, um bom carro para mim, um para cada um dos meus filhos e outro para a minha mulher que gasta “à grande e à francesa”? É à custa de esquemas. Se não fosse assim andava aí com “uma mão atrás e outra à frente” como a maior parte dos meus vizinhos.

- Bem se diz que o mundo é dos espertos, não é dos sérios ou trabalhadores.

- Quem trabalhar muito não tem tempo para ganhar dinheiro. Olha, tenho alguns trabalhadores que estão pelo fundo de desemprego. Com esses também bem me arranjo.

- Como é que é isso? Não os foste requisitar ao Centro de Emprego?!

- Estás maluco ou quê? Nada disso. O Centro de Emprego não é tido nem achado. O que os desempregados querem é receber mais algum. Dou-lhes metade, ou menos, do ordenado normal, eles ficam contentes com mais esse dinheirito, não faço descontos, por isso ganho eu e ganham eles.

- Estás de parabéns.

Enojado com semelhante diálogo e a rebentar por dizer alguma coisa, tratava-se de desconhecidos, não sabendo o que poderia acontecer, lembrei-me daquela frase de Mariano Aguiló “não sigas por nenhum caminho se não souberes aonde vai dar” e preferi ausentar-me.

Bom, meu amigo, diálogos como este, poderíamos apontar às centenas e são, infelizmente, bem reveladores da mentalidade de demasiados portugueses, que aplaudem o chico-espertismo, nem se dando conta sequer, alguns deles, que isso comporta falta de seriedade, revelando com isso uma enorme ignorância relativamente ao que é honesto ou desonesto. Há diversas formas de burlar. Há muitos burlões que aparentam ser os mais sérios do mundo. “Tudo está perdido quando os maus servem de exemplo e os bons são objecto de chacota.”

Então, meu amigo, a minha mensagem deste Natal, fugindo aos tais lugares-comuns, é esta: Que o Deus Menino mude a mentalidade dos portugueses, os torne mais sérios, mais cumpridores de todos os seus deveres de cidadania, os faça reassumir uma série de valores que se foram perdendo, mas que honraram, dignificaram os muitos que num passado ainda relativamente recente foram deles possuidores. Portugal e todos nós viveremos melhor. Tenha, não apenas hoje, mas em cada dia, um bom Natal.

Posted by Salazar at 21:44:58 | Permalink | No Comments »

Tuesday, December 16, 2008

Pontos de Vista…28

     

Este ocaso do Outono que mais parece pleno Inverno, em que não tem faltado a chuva, o vento, a neve e o gelo com todas as suas consequências, normalmente desagradáveis, se exceptuarmos o caso da neve para aqueles que a utilizam para desporto ou como simples regalo para a vista, não tem ajudado nada a dissipar este ar soturno que uma grande parte dos portugueses transporta. As dificuldades, que muitos carregam diariamente para dar satisfação às suas necessidades mais básicas e da família, são mais do que suficientes para tamanha melancolia, nesta época, que, tradicionalmente, é de gastos mais elevados, nomeadamente pelo gosto que se tem na troca de presentes, avolumam-se e levam muitos quase ao desespero, sobretudo por não poderem satisfazer alguns pedidos, ainda que pobres, de valores rudimentares, de seus filhos.

Chocar-nos-ia muito menos toda esta situação, que no fundo, com maior ou menor agudeza, percorre o planeta, se não lêssemos ou ouvíssemos que, em período de vacas magras, acontecem coisas do género: continuam a ser distribuídas reformas milionárias, continuam a fazer-se negócios de milhões, de legalidade duvidosa, e não acontece nada; há quem defenda deputados absentistas, madraços, que não merecem minimamente o que recebem, ao contrário de outros que deveriam receber mais; há quem se atreva a defender que os mesmos deputados deveriam ser dispensados às sextas-feiras, numa clara afronta, num enorme desrespeito por aqueles que, mesmo trabalhando em feriados e domingos, não conseguem angariar o suficiente para darem, a si próprios e à família, uma vida com um mínimo de dignidade.

Não obstante esta enorme injustiça indisfarçável, repugnante, não faltam agora, por parte de instituições e pessoas, através de palavras e actos, manifestações de solidariedade, ternura, carinho que, sendo melhor que nada, muitas delas se resumem apenas a esta época e muitas outras não passam de mera hipocrisia. Algumas vezes, uma dádiva é mais para satisfação do ego do que para ajudar a resolver qualquer problema pessoal ou de uma determinada instituição. Não é que a maioria das nossas mais diversas instituições de apoio não justifiquem todos os apoios possíveis. Justificam, merecem-nos e atrevo-me mesmo a afirmar que, nelas, as autênticas virtudes de Natal se praticam todos os dias, como é desejável. Aí o Natal é todos os dias do ano.

Se formos tão exigentes quanto aos nossos deveres como normalmente somos relativamente aos nossos direitos; se olharmos menos para o nosso aspecto exterior e reflectirmos sobre o nosso interior; se deixarmos de protestar quando perdemos um privilégio ilegítimo; se respeitarmos o outro como gostamos de ser respeitados, haverá mais justiça, fraternidade, paz, harmonia. Haveria mais Natal, verdadeiro Natal e talvez conseguíssemos que os fortes fossem menos fortes para que os fracos pudessem ser menos fracos. E, mesmo assim, estes nunca deixariam de ser o cântaro de que nos fala Talmude: “Se a pedra cai sobre o cântaro, infeliz cântaro! Se o cântaro cai sobre a pedra, infeliz cântaro! Aconteça o que acontecer, é sempre o cântaro que sofre.

………………………………………………………………

Para além de algumas fragilidades po todos reconhecidas, em termos de equipamento, em corporações de bombeiros, a neve que branqueou algumas estradas do país pôs a nu outras que bem necessárias se tornam colmatar, sobretudo nestas ocasiões em que muitas pessoas, umas apanhadas de surpresa, outras por negligência, por irresponsabilidade, se vêem envolvidas em situações de risco, às vezes da própria vida. Felizmente não estamos habituados a situações de grave risco prolongadas por muito tempo, no que se refere ao isolamento pela neve. De qualquer forma, ainda assim, justifica-se plenamente que vários concelhos do norte e centro do país, já não digo todas as corporações de bombeiros, sejam dotados de equipamento especial para bombeiros e viaturas que sejam capazes de fazer qualquer tipo de socorro na neve. Em muitos casos nem sequer será necessário fazer grande investimento financeiro, bastará abdicar de alguns equipamentos mais ou menos supérfluos, sensibilidade para o assunto e vontade política. Sei, por experiência própria, quão difícil isso é: há anos, defendia eu, perante responsáveis nacionais dos bombeiros, equipar algumas corporações, devidamente identificadas, com ambulâncias todo-o-terreno. Para além da neve, a experiência já me mostrara, antes, as dificuldades quase insuperáveis para retirar acidentados, alguns que acabariam por morrer, de zonas montanhosas, nuns casos tratando-se de trabalhadores de exploração florestal, noutros de praticantes de desportos radicais. Não seriam necessárias palavras para eu saber a resposta: a cara dos responsáveis, como que se eu tivesse cometido um sacrilégio, dizia tudo. E lá continuamos, até hoje, com excepção de duas ou três corporações, no país, sem ambulâncias todo-o-terreno. Uma ambulância dessas seria certamente, e ainda bem, pouco utilizada, mas uma ou duas vidas que salvasse justificava plenamente o investimento. Menos um ou dois helicópteros nos incêndios florestais que não farão grande falta se apostar seriamente na prevenção, dará o dinheiro suficiente para colocar ambulâncias todo-o-terreno em vários concelhos.

…………………………………………………………………

O 112 continua a ocupar primeiras páginas pelos piores motivos. Nem sempre as acusações serão legítimas, todavia há situações que são injustificáveis, como seja não enviar socorro só porque se tem a convicção que o pedido é uma brincadeira, é um falso alarme. Infelizmente, são aos milhares esses casos. De qualquer forma, nenhum operador da central que recebe as chamadas pode agir por convicção. É preferível correr o risco de enviar os meios para mais um falso alarme do que deixar alguém sem socorro, com risco de vida.

………………………………………………………………

Apesar do tempo agreste – a chuva amainou durante quase todo o jogo – juntei-me a milhares de cinfanenses e fui ver, no Estádio Municipal Cerveira Pinto, o Clube Desportivo de Cinfães defrontar o Futebol Clube do Porto, para a Taça de Portugal. O facto de ser cinfanense, ex-atleta e ex-treinador do clube mais representativo do concelho, justificava a minha presença, ainda que com algum sofrimento que tivesse pelas condições climatéricas. Acrescia ainda a vontade de ver dois atletas – Rogério e Padeiro – que disputaram, sob a minha orientação, o Campeonato Nacional de Juvenis, ao serviço do mesmo clube, o Cinfães. Tive pena de não ver Padeiro actuar. Por opção técnica ou qualquer outra razão que desconheço não foi ele o guardião da equipa cinfanense. Sobre o jogo e o ambiente já muito se disse, mas eu quero referir que, independentemente do resultado e da sua justiça, o Cinfães teve um comportamento exemplar, em todos os domínios, nomeadamente na forma descomplexada como os atletas se exibiram perante o campeão nacional. E nem sequer será razoável e justificável que se afirme que o Futebol Clube do Porto se apresentou com uma equipa de segunda. Procurem saber qual é o salário do atleta portista que jogou em Cinfães que menos ganha. E não é verdade que quase todos eles foram comprados pelo Futebol Clube do Porto, como bons jogadores?!

Foi um espectáculo bonito de ver, nomeadamente no aspecto disciplinar, uma vez que nem um cartão amarelo foi exibido, se não estou
em erro. Dirigentes, técnicos, atletas e outros elementos do grupo de trabalho, como agora se diz, honraram-se a si próprios, ao clube e ao concelho. O público também ajudou. Todos estão de parabéns, sem esquecer a Câmara Municipal e, muito provavelmente, outras entidades.

Disse Nicolau Maquiavel: “Não pode haver grandes dificuldades onde abunda a boa vontade”.

Houve apenas um senão. Aquelas crianças que foram colocadas ali à volta do campo, supostamente como apanha bolas, de camisola e calção, com um frio que enregelava os mais agasalhados, foi de muito mau gosto, para não chamar outra coisa. Felizmente, após uma diligência do Presidente da Câmara de Cinfães, Pereira Pinto, os miúdos apareceram melhor agasalhados. Mesmo assim, não estranho nada que algum ou alguns deles tenham ficado doentes. O caso não foi para menos. Para que tudo corra absolutamente bem, é necessário ter atenção a todos os pormenores, por mais ínfimos que nos pareçam. E mesmo assim, às vezes falha-se.

Posted by Salazar at 11:18:58 | Permalink | No Comments »

Wednesday, December 10, 2008

Pontos de Vista…27

     

Ouvir alguns professores tão reles, tão incompetentes, com comportamentos tão desajustados, que para além de outros males que fazem aos alunos, são péssimos exemplos nas regras de educação, civismo, convivência, cidadania, daria vontade de rir se não se tratasse de assunto tão sério como esse que tem a ver com o futuro das nossas crianças, dos nossos jovens, no fundo com o futuro de todos nós, o futuro do país, porque, seja qual for a formação que tiverem, eles serão o futuro: bom ou mau, consoante a acção dos pais, da escola. Porque assim é, vamos assistindo a esta “guerra nas escolas”, muito inspirada, para não utilizar outra expressão mais forte, no exemplo dos professores, em que pré-adolescentes se comportam desordeiramente, sem educação nem respeito por pessoas ou valores, ignorando a democracia. Alguém os ensinou, ao invés de outras coisas, a fechar escolas a cadeado, impedindo dessa e por outras formas, colegas de entrar e fazerem a sua vida normal, ignorando que uma das regras básicas da democracia é que a nossa liberdade deixa de existir quando atentamos contra a liberdade dos outros. E vêm essas “crianças” munidas de ovos e fruta para atirarem a membros do governo e forças de segurança. Ainda que com razão para se manifestarem, é dessa forma que se luta? Estão à espera de quê? Que aplaudam a sua forma de luta? Ou estão à espera de atitudes ditatoriais por parte de quem tem obrigação de garantir a ordem pública? São situações similares que levam muitas vezes à queda das democracias. Uma das coisas boas das ditas democracias é o direito à greve, à manifestação, à indignação, mas para isso não é necessário ser grosseiro, caluniador, agressivo, selvagem. Sinceramente, gostaria de ver o comportamento de alguns desses manifestantes mais agressivos no tempo da ditadura. Muito provavelmente eram totalmente subservientes, não contestavam a mínima coisa, “metiam o rabo entre as pernas”. Sinto-me com legitimidade para dizer o que digo, porque, mesmo em ditadura, nunca deixei de dizer aquilo que entendia dizer, confrontei muitas vezes, educada mas vigorosamente os meus superiores, sofrendo algumas vezes as consequências do meu “atrevimento”, mas a consciência tranquila de que fizera o que deveria ter feito, a alegria que isso me proporcionara sempre superou os malefícios sofridos.

Os pais, mais do que quaisquer outros, têm sobejas razões para estarem extremamente preocupados e para desconfiarem mesmo se, nesta chamada luta dos professores, haverá muitos que se preocupem com os alunos e se não estarão mais interessados em que uma qualquer avaliação, seja ela qual for, lhes vá pôr a nu as debilidades que ostentam. A situação é altamente preocupante. Sei, todos sabemos, que há professores altamente competentes, empenhados, que fazem enormes sacrifícios para cumprirem com zelo e rigor a sua missão e que não têm receio de qualquer avaliação, até a desejam, porque é desconfortante ver a seu lado, colegas absentistas, incompetentes, “premiados” da mesma forma. Essa é também uma forma de injustiça e nenhuma é suportável. Neste terramoto insustentável de mentiras, de demonstrações inequívocas de má educação, poderiam salvar-se as forças políticas. Mas não. Há umas que existem apenas para ser sempre contra os desígnios de qualquer governo. Outras, mesmo perfilhando as mesmas ou idênticas concepções, pensando mais nos votos do que no interesse do país, sem vergonha, sem pudor, colocam-se em posições antagónicas ao poder, demagogicamente ao lado dos que protestam, alguns sem razão e muito mais do que aquilo que trabalham. Mas também que é que havemos nós de esperar de políticos que a uma sexta-feira, véspera de um fim-de-semana prolongado, o prolongam ainda mais, “borrifando-se” para as votações do Parlamento e vão de férias, “roubando” o nosso dinheiro. Digo “roubar” o nosso dinheiro sem qualquer pejo, porque o dinheiro que recebem é dos contribuintes e porque quem não cumpre, na sua função, seja ela qual for, por absentismo, por negligência, falta de empenho ou qualquer outra coisa, está a “roubar” o patrão. Se esses indivíduos auferissem o salário mínimo, o que alguns nem sequer esse merecem, provavelmente empenhar-se-iam mais até porque as possibilidades de gozar férias ou fins-de-semana alargados seria nula. Já agora, se souber diga-me, se não souber, reflicta nesta dupla questão: o que acontece a um qualquer trabalhador de uma empresa que falte injustificadamente e o que acontece a um deputado que falte injustificadamente? Reflicta nisso, não se esquecendo de ter em conta as responsabilidades de cada um. Provavelmente acontecer-lhe-á mais ou menos o que me acontece a mim: de tamanha habituação já não estranho a injustiça, a falta de vergonha, mas fico revoltado e sem a mínima vontade de ouvir semelhante tipo de gente. Esta mal aparentada democracia, já de 34 anos, ainda bem precisa de uns bons passos para ser firme e autêntica. Se a escola não voltar a ser uma verdadeira instituição que, para além de ministrar os vários saberes, cultive os valores que são de todos e intemporais, a educação e a cidadania; se os professores, sem que se lhes coarcte os mais legítimos direitos ao protesto, à indignação, se esquecerem que o país em geral e os pais em particular esperam que eles sejam, para além de profissionais competentes, empenhados, educadores, exemplos a seguir pelos mais novos e não inspiradores de conflitos de más práticas, o país definhará e nem sei se tão pouco não acabaremos por sucumbir como nação. Pode parecer, e será, uma visão demasiado dramática do futuro se tudo continuar como até aqui, mas é este o meu ponto de vista que, como sempre, exprimo, sem quaisquer peias.

…………………………………………………………………

Já aqui afirmei que nutro alguma simpatia pelo doutor Dias Loureiro que me vem do tempo em que ele desempenhava as funções de Ministro da Administração Interna. Foi o primeiro governante a reconhecer cabalmente o verdadeiro papel dos bombeiros voluntários e com eles dialogar abertamente. Aqueles que à época já tinham responsabilidades nos bombeiros, como era o meu caso, e que têm memória, independentemente das suas simpatias políticas, reconhecem-lhe esse mérito de contribuir para a melhoria de equipamento e de condições de trabalho dos bombeiros. Pode-se mesmo afirmar que os bombeiros foram uma coisa até Dias Loureiro e outra depois. Em face dessa minha simpatia, não gostaria de acreditar que ele tivesse as mãos sujas no caso BPN, todavia, não me considerando ingénuo, tenho imensa dificuldade em aceitar que Dias Loureiro, desempenhando as funções que desempenhou na SLN e outras empresas, ganhando o dinheiro que ganhou com muito maior rapidez do que qualquer simples mortal, se mostre de mãos totalmente límpidas, de consciência absolutamente tranquila, de angelical ingenuidade. Dias Loureiro não terá beneficiado, eventualmente, um tostão, de toda essa tramóia que se vai conhecendo do Banco Português de Negócios, mas é difícil suportar a ideia de que ele não terá pecado, pelo menos, por omissão, o que, dado o seu estatuto, já não é pouco. Porque entendo que, tenha o caso BPN o desenvolvimento que tiver, Dias Loureiro dificilmente sairá dele, aos olhos dos portugueses, absolutamente limpo, deveria demitir-se de Conselheiro de Estado. Cavaco Silva, não pode nem deve fazer nada, na situação actual. O seu ex-ministro não está acusado de nada, nem sequer se sabe se algum dia o será. Loureiro, ainda que se considere totalmente inocente, mas sabendo das especulações que, inevitavelmente, se fazem sobre si, é que poderia e deveria, segundo o meu ponto de vista, aliviar o Presidente da República desse incómodo que tal situação não deixa de lhe proporcionar.

A comunicação social de ontem afirmava que a banca lucrara, entre Janeiro e Junho, mais de mil milhões de euros, quase seis milhões por dia. Já o BPN apresentara significativos prejuízos. Dado o que se sabe, estranho seria se também apresentasse lucros.

Posted by Salazar at 18:51:30 | Permalink | No Comments »

Tuesday, December 2, 2008

Pontos de Vista…26

     

A segurança, vista em qualquer uma das vertentes, é uma área a que sou bastante sensível, sobre a qual reflicto frequentemente, com muita preocupação à mistura. Não tenho dúvidas de que essa sensibilidade se deve à minha forte ligação, em funções diversas, aos bombeiros portugueses desde 1973. Eu creio que não há bombeiro digno desse nome que não tenha essa sensibilidade e que não passe por essas preocupações. Eu não sei se estarei até demasiadamente obcecado por tal problemática, uma vez que não consigo olhar para as mais diversas actividades, para o comportamento das pessoas no trabalho, no lazer, na rua, em casa, sem que a segurança ocupe o meu pensamento. Percorro as nossas estradas e, seja o comportamento daqueles que nelas circulam, seja o piso das vias, a sinuosidade, as ravinas desprotegidas, a falta de sinalização ou sinalização deficiente, que mais do que facilitar, ajudar os utentes, dificultam, tudo isso eu observo com tristeza e preocupação. Neste aspecto, poderia apontar dezenas ou centenas de casos concretos, nos mais diversos pontos do país, por culpa das direcções de estradas e das autarquias. No caso destas, surpreendem-me mais as aberrações, as deficiências, pela proximidade, sendo que os autarcas têm obrigação de conhecer melhor o que se passa nas suas áreas de jurisdição e mesmo que as ditas deficiências sejam da responsabilidade de outra instituição, têm obrigação, mais do que qualquer outro cidadão, de as denunciar e exigir a sua reparação. Infelizmente, e em abono da verdade, encontramos espalhadas pelo país, em estradas que são da responsabilidade das autarquias, tantas aberrações, que nos leva a pensar que em tais regiões não existe um autarca com a mínima sensibilidade para essas questões. Considero grave os inúmeros casos de omissões em colocação de sinalização vertical e horizontal e de pequenas alterações e/ou reparações, mas mais grave ainda, segundo o meu ponto de vista, é algumas obras que se fazem, gastando o erário que é de todos nós, que, ao invés de beneficiarem, prejudicam. Temo-las às carradas por esse país fora. Gostaria que alguns autarcas aceitassem o repto de viajar comigo pelas estradas dos seus municípios para lhes poder mostrar várias deficiências, algumas que, com um dispêndio mínimo, melhorariam muito as questões de segurança.

É vulgar dizer-se que os portugueses não têm cultura de segurança e, infelizmente é a constatação que todos estes anos de olhos despertos me têm proporcionado verificar. De qualquer forma, não seria sério se não reconhecesse que temos vindo a melhorar, embora lentamente. Temos até variada e bem construída legislação de segurança, só que nem sempre se cumpre, não se fiscaliza, não se obriga a cumprir. À portuguesa.

Todos sabemos que há legislação dirigida aos transportes escolares. Só quem não quiser ver é que não sabe que uma grande parte do transporte dos alunos, senão a maioria, não cumpre minimamente a legislação. Isto acontece com táxis, autocarros de transportes públicos e, pasme-se, até com as viaturas das autarquias, embora estas tenham responsabilidades em todos os transportes. Ainda não há muitos dias, uma viatura de uma autarquia, devidamente identificada, transportava alunos, não observando minimamente as regras de segurança estampadas na lei, a começar pelo excesso de crianças. O motorista, apercebendo-se ou avisado pelos famigerados e criminosos sinais de luzes da proximidade da GNR, parou a viatura, pôs na rua um grupo de crianças, seguiu com as outras, vindo depois apanhar as que deixara. É lamentável ver-se este comportamento por parte de uma autarquia, autarquia que deveria ser a primeira instituição, depois da família, obviamente, a preocupar-se com a segurança de todos os seus cidadãos. Para além do problema da insegurança, que belo exemplo de cidadania é dado a estas crianças. Mais grave, meu amigo, é que tal comportamento é também da responsabilidade dos encarregados de educação e professores, ou por acção ou por omissão. É facílimo comprová-lo.

A prova mais recente da fraca cultura de segurança de muitos cidadãos verificou-se ainda neste último fim-de-semana prolongado, quando, com as condições atmosféricas adversas, com as estradas perigosíssimas, decidiram deslocar-se a pé ou de carro, para locais desaconselháveis, pondo em risco a sua integridade física, a própria vida e a de outros para os socorrerem e complicando ainda o trânsito e a vida daqueles que tinham necessidade absoluta de circular. Nesses dias circulei por algumas estradas e auto-estradas do país, nomeadamente A1, A5, A8, A17, A29. O que eu observei em termos de condução desastrada, criminosa, algumas vezes debaixo de chuva impiedosa, foi arrepiante, capaz de tirar definitivamente a vontade de circular nas estradas portuguesas. Obviamente fui confrontado com vários acidentes, alguns envolvendo várias viaturas e pelo estado de algumas, provavelmente deles terão resultado vítimas graves ou mesmo mortais. Como não faço parte do número daqueles cuja curiosidade mórbida não os deixa seguir em frente sem que vejam tudo, não paro, a menos que as vítimas ainda estejam sem socorro. Nesse caso teria a obrigação de parar, de outra forma estaria a cometer o crime de omissão de auxílio. A minha cultura de segurança me conduz a tal comportamento. Em casos de acidentes em que as vítimas já estejam a ser socorridas, o pior que se pode fazer é parar, dificultar o trânsito e mesmo, muitas vezes, a movimentação das equipas de socorro. Infelizmente, isto acontece em qualquer tipo de incidentes: nos acidentes rodoviários, nos incêndios, etc.

A nossa vida é feita de riscos. O próprio acto de nascer foi um risco que cada um de nós correu. Nós sobrevivemos, mas nem todos tiveram essa sorte. Alguns, por diversas contingências, dirão azar. Todavia, não foi a sorte ou o azar que determinou que uns sobrevivessem e outros morressem, mas sim as condições que se criaram ou não para diminuírem os riscos.

A nossa segurança não depende apenas de nós, muitas vezes depende muito de terceiros. De qualquer forma cada um de nós pode fazer muitíssimo de modo a evitar um sem-número de acidentes. E não tenhamos dúvidas que ao estarmos a cuidar da nossa segurança, estamos a cuidar da de muitas outras pessoas simultaneamente. Se cada um de nós se preocupar um pouco mais com isso, todos lucraremos, evitaremos muitas tragédias que alteram toda a nossa vida e dos familiares, enfim, todos seremos mais felizes.

Posted by Salazar at 17:47:48 | Permalink | No Comments »